O nome dela é Elizete. Nascida numa cidadezinha do interior em fevereiro de 1967, sempre foi educada nos mais serenos princípios cristãos e da virtude. Na infância e pré-adolescência, era tímida e recatada, doce e delicada. De pele morena, cabelos negros e encaracolados e olhos cor de mel, não fazia idéia de sua própria beleza, devido a sua ingenuidade.
Aos catorze anos, conheceu Marcelo, quatro anos mais velho e filho do diretor da escola onde estudava. O jovem Marcelo era um idealista e acreditava no amor, acima de tudo. Nada era importante, se o amor estava por perto. Marcelo passou a gostar de Elizete por causa de sua doçura e delicadeza – chegava à irrelevância o fato de a jovem Elizete ter provocador 1,55 m, além de um bumbum em formato de um grande coração e seios que pareciam duas frutinhas que davam a vontade de morder. No ano seguinte, quando Elizete completava quinze anos, o pobre Marcelo, tão ou mais tímido que ela, juntou coragem e a pediu em namoro. Ela aceitou e os dois deram o primeiro beijo. Quatro anos depois, eles se casaram – virgens. O casório foi uma desilusão para os meninos do lugar, que se reuniam em locais secretos para “homenagear” Elizete, através do prazer solitário que é o primeiro estágio para o autoconhecimento.
Os primeiros anos do casamento foram marcados pelas dificuldades habituais de todo jovem casal, como as responsabilidades de cuidar da casa – sua primeira moradia foi um simples casebre vizinho à escola em que o pai de Marcelo era diretor, cedido pela instituição, que cobrava um aluguel – e de arranjar emprego para pagar as contas. Mas o amor que um sentia pelo outro superou isso tudo. No interior, não era costume a mulher trabalhar fora – e isso não seria revertido por Elizete, sustentada por Marcelo, que alternava o trabalho como monitor da escola com os estudos da faculdade de pedagogia, numa cidade vizinha.
Dois anos mais tarde, Marcelo se formou professor. No ano seguinte, depois de muito estudo e sacrifício, foi aprovado como professor da rede municipal da capital. Marcelo e Elizete, mesmo com dor no coração, se despediram da cidadezinha natal em busca de um estilo de vida melhor.
Os anos 90 tiveram seu início de forma marcante: além de um emprego vantajoso para Marcelo e – a despeito do Plano Collor, o que fez que fosse ainda mais sacrificado e, por isso, mais valorizado – o financiamento para obtenção de uma casa própria (um apartamento num subúrbio da cidade), Elizete esperava seu primeiro filho. Numa manhã de novembro de 1990, nasceu Marcela, a primeira filha do casal, a cara da mãe. A nova condição paterna inspirou Marcelo a buscar sempre o melhor. E o fez com sucesso: na sua disciplina, foi eleito pelos alunos o melhor professor por quatro anos seguidos. Elizete se orgulhava ainda mais do marido, do grande amor de sua vida. Sabia que, com o esposo, teria uma vida tranqüila. Em 1996, nasceu Mariana, a segunda filha do casal. Dessa forma, sentiram, a família estava completa.
Apesar de feliz com o casamento – segundo ela, o melhor que uma mulher poderia ter – Elizete sentia que faltava alguma coisa, que ela não sabia o que era. Certo dia de 2002, desacompanhada, ela estava num ônibus, voltando para casa depois de visitar uma amiga que estava doente. O coletivo estava lotado e ela teve que ficar em pé. De repente, ela sentiu algo duro deslizando por entre suas nádegas. Ele subia e descia, lentamente. Olhou para os lados e viu as mãos do assediador segurando os balaústres. Pelas mãos, ela não lhe dava mais do que vinte anos. Seu coração começou a bater forte e ela suava frio. Era uma sensação que ela nunca tinha sentido antes. E o pior de tudo: era uma sensação boa! Elizete não teve coragem de se virar para ver quem era. Como o ônibus estava lotado, ninguém percebeu nada. O rapaz, antes de sair, ainda lhe passou de leve a mão no bumbum, como se o acariciasse. Ela fechou e apertou os olhos, seu rosto ficou vermelho e, novamente, não teve a coragem de olhar sequer a silhueta do agressor. Mais tarde, saiu do ônibus como quem saía de um pesadelo. Decidiu guardar o fato para si, não o contando a ninguém.
Chegando em casa, durante o banho, Elizete pensava como poderia ter sentido algo assim com alguém lhe bolinando dentro do ônibus. Ela não queria gostar, mas acabou gostando do “carinho” recebido. E não entendia por quê: afinal, a vida sexual dela com o marido era ativa e, segundo ela, perfeita. Pensou no marido e nas filhas (na época com 11 e 6 anos) e concluiu que a família não merecia o que ela considerava um desvio de caráter. Sempre que podia, evitava pegar ônibus que estivessem muito cheios. Desde aquele momento, declarou a si mesma: em nome da felicidade, jamais sentiria desejo por outro homem. O desejo era pecaminoso e mortal. Somente o amor iria prevalecer.
No início de 2006, se mudou para um apartamento vizinho ao da família de Elizete o casal Palmares e o seu filho Roberto, de catorze anos. Rapidamente, as duas famílias vizinhas se tornaram amigas, com amenidades entre as esposas como troca de receita, cessão de açúcar e botar as fofocas em dia. Àquela altura, as filhas de Elizete estavam em formação: Marcela, quinze anos, segundo ano do Ensino Médio, namorava, se divertia com as colegas e era alto-astral. Mariana, dez anos, estava na quarta série e brincava de boneca nos corredores do prédio com as amiguinhas. Mas o jovem Roberto não se importava nem com Marcela (que era bem-feitinha de corpo, tinha seios grandes – para certa “inveja” da mãe, cujos peitos tinham o mesmo tamanho do que eram quando da adolescência – e bumbum generoso, mas tinha 1,73 m, alta demais para ele) nem com Mariana (que era ainda muito criança, apesar de estar no início de sua puberdade). O grande interesse de Roberto era... Elizete!!!
Explica-se: aos catorze anos, Roberto era um pouco mais alto que Elizete – tinha 1,65 m, enquanto que sua musa tinha 1,60 m. E ele gostava de mulher normal, comum. Marcela era um pouco mais velha, mas ele não gosta de mulher mais alta, pois isso poderia eclipsá-lo – ele gostava de ser a “primeira opção”, apesar de nunca ter beijado na boca, nunca ter tido uma namorada e de ser virgem. Além disso, tinha certeza que iria crescer mais um pouco, abrindo-se um leque de opções. Poderia ser que Roberto viesse a gostar de Mariana um dia, dali a alguns anos. Havia motivos: os seios da caçula de Elizete já começavam a crescer (os carocinhos no peito já apontavam) e o seu bumbunzinho começava a honrar a herança materna. Mariana, no seu período de descobertas, tinha uma paixão platônica pelo vizinho. Mas Elizete (ou Zezete, como ele carinhosamente a chamava nas masturbações – ele também a chamava de “minha pequena”) era o objeto de desejo de Roberto.
Tudo começou quando, certo dia, Elizete chegou das compras sozinha, com um monte de sacos de supermercado. Roberto, sempre generoso, se ofereceu para ajudar. Subindo as escadas atrás dela (o prédio não tinha elevador e eles moravam no terceiro andar, de um total de cinco), reparou o quanto mulher é bom: a saborosa bunda de Elizete balançava durante a subida das escadas, como que a sorrir para esse jovem com os hormônios em ebulição. Chegando à porta da casa dele, Elizete agradeceu-lhe dando uma nota de cinco reais, novinha, pelo serviço prestado. Roberto, tendo se esforçado duas vezes (na primeira, pelo esforço; na segunda, para conter a excitação pela bunda da vizinha, mais tarde com os seus delicados peitinhos a lhe ornar o tamanho compacto e na medida para uma noite de desejo), suava em bicas. Elizete lhe ofereceu uma água geladinha; Roberto aceitou. Depois, Elizete agradeceu a ajuda e se despediu. Roberto entrou em sua casa e, quase explodindo, se masturbou no banheiro. Dez minutos depois, o jato quente que viria a seguir explicitou: vale a pena! Sua primeira vez teria que ser com ela.
Sempre que Elizete voltava do supermercado, Roberto (que estudava à noite, na oitava série) se oferecia para ajudá-la a carregar as compras – com ela sempre na frente, para deleite do rapaz durante a subida das escadas. Às vezes, ele a ajudava a guardar as compras na cozinha, e admirava o seu traseiro e lambia os beiços quando ela ficava ajoelhada ou de quatro guardando a comida, imaginando com seria bom abraçar essa mulher e comer por trás. Era a única oportunidade que tinha de acariciar o pau duro na presença dela, já que ela ficava de costas. Ficava admirando não só o bumbum, é verdade, mas o corpo todo: os pezinhos de criança (àquela altura, sem sandálias); as coxas; os quadris largos; as costas; os cabelos compridos, soltos e encaracolados; o tamanho pequeno do corpo de pilão; em suma, um “compacto dos melhores momentos”. Como os dois ficavam sozinhos (o marido trabalhava e as filhas estavam no colégio), ele se dava esse luxo, e queria criar coragem para realizar seu sonho. Agradecida pela ajuda do vizinho e perdida em sua inocência interiorana (que não se dissipou após dezessete anos na cidade grande, mesmo com o assédio no ônibus quatro anos antes), Elizete não desconfiava de nada. Como ele era um jovenzinho, pensava, não havia risco algum.
E a generosidade de “Zezete” com Roberto não se limitava à água geladinha, oferecida cada vez que ele a ajudava. Ao perceber que o jovem vizinho tinha dificuldade em Português e Inglês na oitava série, propôs ao marido (um professor versátil, pois ensinava várias matérias) reservar um pouco dos finais de semana para lhe dar aulas de apoio. Agradecido, Roberto aceitou, aproveitou a chance (apesar de pensar, em todas as aulas, na frase “Eu passo graças a você e depois você me empresta sua mulher, seu chifrudo”) e passou para o Ensino Médio. Em agradecimento, Roberto deu, em segredo, um pequeno buquê de flores a Elizete. Sem assinar.
Faltava uma semana para o Natal. Na porta de casa, Elizete recebeu, junto com o buquê, um bilhete que dizia: “A minha pequena Elizete, com toda a minha admiração, de alguém que lhe deseja muito”. Na mesma hora, desconfiou que se tratava de qualquer um, menos do marido. Ele a amava com todas as suas forças – mas, depois que se casaram, só lhe deu flores duas vezes, quando as filhas nasceram. Além disso, o bilhete não fazia o estilo de Marcelo, que era amoroso, porém tímido pra externar esse amor em palavras escritas. Quando namoravam, ele jamais lhe escreveu uma carta de amor, por não se achar hábil em demonstrar paixão através das palavras. Além disso, em 24 anos de relacionamento, ele nunca lhe falou que a “desejava” – essa palavrinha, portanto, era novidade para essa mulher de um homem só. O marido estava viajando a outra cidade, para uma conferência sobre educação. Sempre presente, Marcelo lhe ligava todas as noites, para saber como a família estava. Em nenhuma das ligações, ele citou qualquer buquê de flores.
Aquela estranha sensação que Elizete teve quando foi assediada no ônibus estava de volta. Ela queria rejeitar esse fato de ser desejada por outro homem, mas isso era fato – e poderia ser qualquer um que ela conhecesse, porque ele já a conhecia. Curiosamente, nem desconfiava disso quando foi ajudada por Roberto ao guardar as compras, para a ceia de Natal. Novamente, os dois estavam sozinhos. Marcelo voltaria da conferência no dia seguinte; Marcela foi fazer compras no shopping com o namorado; Mariana brincava com as amiguinhas na rua. Ao entrar na casa, Roberto viu na sala as flores que dera decorando a mesinha do telefone. Não se arriscou a perguntar à vizinha, apenas se satisfez com o fato da sua pequena Zezete ter gostado do presente do “admirador secreto”. Dentro da cozinha, mais uma vez Roberto se deliciou ao ver a vizinha agachada, de costas, com o bumbum empinado. Silenciosamente, brincou de buzininha com ele, fingindo que iria apalpá-lo, sem encostar. Enquanto isso, sonhava com o dia em que iria perder a virgindade.
No dia seguinte, Marcelo voltou da conferência. Viu as flores, achou-as bonitas e perguntou à mulher quem as tinha dado de Natal. Ela desconversou dizendo que as tinha comprado para decorar a casa. Cinco minutos depois, enquanto o marido tomava banho, ela se deu conta de uma coisa, que a fez ficar arrepiada e temerosa: pela primeira vez desde que o conheceu, um quarto de século atrás, Elizete mentiu para Marcelo! Ela, definitivamente, estava mudada. Mas esqueceu disso quando o casal foi pra cama e se encarregou de matar as saudades – eles sempre faziam sexo na posição mais trivial, o tradicional papai-mamãe.
As comemorações de Natal e Reveillon transcorreram na mais absoluta tranqüilidade. Nos primeiros dias do novo ano, Roberto aproveitou que Marcelo tinha saído de casa com as filhas e deixado Elizete para atacar novamente. Comprou um novo buquê de flores, também pequeno, e escreveu um outro bilhete, também sem assinar. Fez o mesmo que fizera no mês anterior: deixou o buquê e o bilhete na porta, tocou a campainha e saiu de perto do campo de visão. Elizete abriu a porta, viu o buquê e leu o bilhete, que dizia: “Minha pequena Elizete: quero você. De alguém que lhe deseja muito”. Era a mesma letra do bilhete anterior. E veio a mesma sensação de ser desejada, algo que nunca tinha acontecido em quase 21 anos de casamento – somente a sensação de ser amada, o que era bem diferente. Quando o marido chegou com as filhas, rapidamente ela escondeu o bilhete e colocou as flores no vasinho da mesinha do telefone da sala, dizendo que tinha comprado flores novas para alegrar o ambiente.
No início de fevereiro, Elizete estava num período importante: completava 40 anos de idade. O marido não hesitou em alugar o salão de festas do prédio para uma grande festa, com apresentações musicais e um enorme bolo. A certa altura da festa, Marcelo tomou o microfone e fez uma emocionada declaração de amor à esposa e agradecendo-lhe por constituir uma família tão maravilhosa, com filhas lindas e com futuro promissor. O discurso foi aplaudido pelos convidados, entre parentes, amigos e vizinhos – Roberto e família entre eles. Enquanto isso, Roberto tramava o bote definitivo.
No dia seguinte, Marcelo saiu para o primeiro dia de trabalho do novo ano letivo, e as filhas foram ao colégio – Marcela começava a cursar o último ano do Ensino Médio, enquanto Mariana estreava na quinta série. Como Roberto continuava estudando à noite (agora no primeiro ano do Médio, muito em parte graças ao professor Marcelo), aproveitou para comprar não um, mas dois buquês de flores – de rosas, bem grandes. Escreveu outro bilhete, colocou os buquês e o bilhete na porta do apartamento, tocou a campainha e saiu do campo de visão. Ela abriu a porta, pegou os buquês e o bilhete, fechou a porta e – já ansiosa com o teor que viria – abriu o papelzinho e leu: “Minha pequena Elizete: 40 anos, bumbum de 20, peitinhos de 15. Feliz aniversário (ainda que atrasado). De alguém que lhe deseja muito”. Era a mesma letra dos bilhetes anteriores – e o mesmo teor safadinho. Aí, ela não agüentou. Sozinha em casa, mandou às favas o desejo reprimido: foi ao quarto, tirou as calças e a calcinha e se deitou de bruços na cama, com a sua bunda empinada para o alto. Depois, passou o papel freneticamente pela sua vagina, arfando de prazer – como se estivesse ali o seu admirador secreto. Enquanto a sua boceta ficava ferida por causa do contato, ela soltou um sorriso no seu rosto e lágrimas lhe corriam pelos olhos. Ficou cinco minutos assim. Depois, com o papel molhado e sujo de sangue nas mãos, foi ao banheiro e tirou a blusa e o sutiã. Jogou o papelzinho no vaso sanitário, deu a descarga e entrou embaixo do chuveiro. Enquanto se lavava e buscava se purificar de desejos sexuais nefastos, a Zezete pequena do admirador pensava no bilhetinho ousado, ensaboando carinhosamente o “bumbum de 20” e os “peitinhos de 15”. Depois de seu primeiro dia de trabalho no novo ano letivo, o marido viu os buquês, já arrumados em dois grandes vasos na mesa da sala de estar. As filhas se admiraram com tanta beleza. Marcelo lhe perguntou se ela tinha comprado as flores. Elizete disse à família que ela recebeu as flores de presente de aniversário de duas amigas. Fosse algum tempo atrás, Elizete morreria de remorso ao mentir para a família. Mas aquele era um momento de exceção.
Uma semana depois, Roberto novamente ajudou a vizinha nas compras. Desta vez, ele fez as compras junto com ela, pois Elizete queria ajuda para as compras da viagem no Carnaval. Ela viajaria para sua terra natal, com o marido e as filhas, para visitar os pais. Ocorreu a mesma coisa das vezes anteriores: os dois sozinhos, ajudando a guardar as compras, ele admirando o corpo da vizinha etc. Em agradecimento, ela lhe deu uma garrafa de refrigerante e 50 reais para “aproveitar o Carnaval”. Ele lhe agradeceu, dizendo que o presente, indiretamente, também era de aniversário, pois completaria anos na semana seguinte.
- Ah, então você é do mesmo signo que eu? Ora, tenho outro aquariano como vizinho e eu nem sabia! – disse-lhe Zezete, simpaticamente, enquanto lhe acariciava o braço esquerdo. – Por que não me falou antes, Betinho? Bem que reparei que você adora uma novidade. Essa é uma característica do nosso signo.
- Sabe de outra característica, Dona Elizete? Nós, os aquarianos, somos teimosos. Quando temos uma idéia, jamais desistimos enquanto realizamos nossos desejos – respondeu Roberto, enquanto olhava de relance para os peitinhos de sua pequena Zezete.
- É isso aí. Quantos anos você vai completar, mesmo?
- Quinze – respondeu Roberto, para em seguida dizer, com voz sedutora – E a senhora tem 40. 40 anos... – E depois ao pé do ouvido – Bumbum de 20... Peitinhos de 15...
Ao ouvir a descrição daquele bilhete que a fez se masturbar pela primeira vez na vida, Elizete gelou. Estava diante do autor dos bilhetinhos libidinosos que haviam mexido com ela nos últimos meses. Estava diante do seu admirador secreto, que tinha lhe dado quatro buquês de flores. Estava diante do homem que, pela primeira vez na vida, a fizera mentir para a família. Mas o tal homem era apenas um... menino!!! E era seu vizinho de porta!!!!
Estranhamente, a pequena Zezete do Roberto não reagiu. O rapaz se encarregou de realizar seus desejos. Virou-a de costas diante da mesa de estar da sala, entre os imensos buquês de rosas que ele lhe dera, e que àquela altura estavam começando a murchar. Ele lhe arriou as calças e viu que ela usava uma calcinha preta.
- Hum, safadinha... Eu sabia que você iria querer. Ouvi dizer que, quando uma mulher tá louca pra ser comida, ela usa calcinha preta.
Abaixou a calcinha violentamente, fazendo com que visse seu grande objeto de desejo: as nádegas de sua pequena Zezete, que arfava entre o desejo e o pavor. O bumbum era como imaginava: carnudo e delicioso. Deu-lhe umas buzinadinhas, com onomatopéia e tudo, fazendo-a rir. Tinha uma celulite aqui e ali, mas nada que atrapalhasse. Afinal de contas, ele gostava de mulheres normais. Abaixou suas calças e a cueca, botou o pinto pra fora e, enquanto cheirava seus cabelos, agarrou-a por trás, apalpando-lhe os seios e roçando o membro na bunda de Zezete, fazendo-a voltar cinco anos no tempo, quando alguém a bolinou num ônibus lotado.
Depois de três minutos e meio, Roberto enjoou da bunda de Elizete e a virou de frente. Cada um olhou pra baixo. Roberto acariciou a boceta cabeluda de Zezete, passando os dedos por entre os pêlos pubianos e depois acariciando-lhe o clitóris, e disse que a primeira vez dele não poderia ser mais perfeita. Já Elizete, entre o pânico e o tesão, viu que o pau de Roberto, além de estar duro e envergado, era bem maior do que o do marido. Na verdade, o tamanho do pênis do jovem era normal para um rapaz da idade dele. E o pinto de Marcelo era bem menor que a média – mas ela simplesmente não sabia. Como o pau do marido era o único que Elizete vira na vida, quando ela viu aquela glande roxa quase explodindo e as veias protuberantes que caracterizavam a pica de Roberto, ela ficou mais excitada do que nunca ficara na vida. Certa feita, Roberto lhe perguntou:
- Posso ver seus peitinhos?
- Não... – respondeu Zezete, sem muita convicção.
- Mentirosa – replicou Roberto, enquanto desabotoava-lhe a blusa. Ao abri-la, comprovou o desejo da vizinha: os seios juvenis de Elizete estavam arrepiados e os bicos estavam duros. Entre eles, Roberto viu um colar, com um crucifixo e dois coraçõezinhos, com as letras M e E. Depois, acariciou-lhe os cabelos e beijou-lhe a boca, enquanto o pau entrava na vagina já molhada.
Quando Elizete percebeu, estava deitada na mesa, entre os vasos de flores e satisfazendo os desejos sexuais do vizinho de quinze anos. No fundo, ela se sentia realizada em seus desejos reprimidos: tímida, ingênua, ainda aquela caipira que deixou a cidade, que iria visitar dali a alguns dias, aos 22 anos. De repente, estava sendo comida por alguém que via como uma criança, um rapaz mais jovem que sua filha mais velha. Arfava de prazer ao sentir aquele imenso pau entrando e saindo em sua vagina. E ele, ainda inexperiente, delirava ao ver os seios de Elizete balançando loucamente, por causa de seu constante vaivém.
De repente, ele a puxou pelos cabelos encaracolados e a deitou de costas sobre a mesa, fazendo com que a bunda ficasse empinada. Novamente pela vagina, Roberto continuou seu vaivém. Enquanto sentia os testículos do rapaz batendo entre suas coxas e uma ligeirinha cosquinha causada pelos pêlos pubianos a coçar-lhe entre as nádegas, Elizete via os retratos da família, numa cômoda perto da mesa. Dentre outros, havia retratos do seu casamento com Marcelo e dos nascimentos das filhas. Vendo esses momentos e sentindo um filme de sua vida passar pela cabeça, Elizete ficou com lágrimas nos olhos. Lembrou-se do amor que o marido tem por ela. Concluiu que Marcelo não merecia ser traído... Mas não precisava saber de nada.
Depois de cinco minutos que pareciam uma eternidade (para o bem e para o mal), Roberto finalmente gozou. Era o segundo homem que fazia isso com ela. E ela era a primeira mulher de sua vida – exatamente como ele desejava, havia quase um ano.
Zezete se sentou, nua, na mesa. Tocou, carinhosamente, o pênis flácido e melado do menino. Sem dizer uma palavra sequer, Roberto beijou-lhe a testa, se vestiu, pegou a calcinha preta da vizinha como recordação, o refrigerante e os 50 reais que estavam em cima da mesa da cozinha e foi para sua casa. Eram cerca de onze horas da manhã.
Elizete foi tomar banho, cansada mas feliz. Dizem que a vida começa aos 40 – e a dela começou, pra valer, naquele instante. Só queria saber o que aconteceria na vida dela se, nos seus catorze anos, conhecesse alguém obstinado como Roberto, não romântico como Marcelo. Passou a ter certeza de uma coisa: não sabe se seria melhor, mas seria muito mais emocionante.
No mais, um dia normal: Elizete foi fazer os deveres domésticos de uma dona de casa comum. Fez a comida, esperou o marido e as filhas, ouviu as histórias de Marcelo sobre o dia no trabalho. À noite, deitada na cama, enquanto via o marido dormir, pensava em Roberto, sobre como um menino como ele poderia gostar de uma mulher 25 anos mais velha – e sobre como ela poderia gostar tanto dele. Já Betinho, em sua cama, recordava esse instante inesquecível em sua vida, respirando a calcinha preta de Elizete.
No dia seguinte, mais uma vez, aproveitando o fato de Elizete estar sozinha em casa, Roberto comprou o menor buquê de todos dados a ela. Escreveu um bilhete, colocou-os na porta da casa, tocou a campainha e saiu do campo de visão.
Depois de ver o buquezinho e o bilhetinho, Zezete sorriu. Pegou os presentes, fechou a porta e leu: “Minha pequena Elizete: Os primeiros buquês representavam seus peitinhos de 15 anos, delicados e graciosos. Os grandes representam seu bumbum de 20 anos, lindo de se ver e, percebi agora, de pegar. Este buquezinho que lhe dou agora representa a realização do meu sonho e o quanto é graciosa a parte do seu corpo que acabei de ver e visitar. Obrigado. Boa viagem. Estou te esperando. De alguém que vai continuar lhe desejando mais e mais... E tenho certeza que você também me deseja”.
Depois de ler o bilhete, Elizete se viu diante do espelho. Tirou as calças e a calcinha, dobrou o papelzinho e o enfiou vagina adentro. Dessa forma, teria seu menino Betinho sempre presente. A pequena Zezete de Roberto tinha certeza: sua vida estava apenas começando. Fez seus afazeres domésticos recordando o dia em que teve a sensação de ser desejada por um menino. Colocou as flores num vasinho, no meio da mesa da sala de estar onde ocorrera aquele momento inesquecível. Ao marido, já tinha uma desculpa para dar: queria alegrar a sua vida com mais e mais flores.

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